quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sete - 3ª Proposta de Trabalho - Cor

A terceira proposta de trabalho, relacionada com a matéria ‘Cor’, consistia na escolha de três imagens e, a partir delas, alterar o sentido das imagens através da cor. Ou seja, por exemplo, se uma imagem transmitisse alegria, o nosso objectivo seria alterar as cores de modo a que a imagem começasse então a transparecer tristeza.

Escolhemos três imagens: uma imagem do filme ‘Lovely Bones’, imagem essa com várias cores e que transmitia uma certa inocência e alegria por parte do elemento central da imagem: uma rapariga; uma segunda imagem é do filme ‘Pride and Prejudice’. Esta imagem tem cores claras, uma luz característica da madrugada; por fim, escolhemos uma capa de um CD com cores muito pesadas e tentamos mudar um pouco o ‘peso’ da imagem alterando as cores.

Na primeira imagem, alteramos primeiro a cor das roupas da rapariga que se encontra no centro da imagem. Substituímos o vermelho da camisola da rapariga e o azul do seu casaco pela cor preta. No casaco, pintamos ainda de vermelho uns riscos amarelos. As golas da camisa, floridas e claras, foram pinbtadas com um tom mais escuro. O vestuário deu imediatamente mais peso à rapariga. Em seguida, escurecemos o cabelo ruivo da rapariga para cabelo castanho e a pele da rapariga tornou-se mais pálida, dando-lhe um aspecto mais frágil e adoentado. Por fim, tentamos escurecer os olhos mas, como não deu o resultado esperado, pintamo-los de vermelho. Ainda na cara, pintamos os lábios da rapariga de vermelho, como se ela tivesse posto batôn. A imagem da rapariga perdeu a sua inocência inicial e foi substituída pela imagem de uma rapariga malévola. Relativamente ao fundo, decidimos apenas escurecer o céu, como se este estivesse quase a descarregar intensas chuvas e escurecemos também o relvado que surge no canto inferior direito. Toda a cor animada da imagem foi substituída por cores pesadas.

A Imagem Original

O Nosso Trabalho


Relativamente à segunda imagem, o que decidimos fazer foi muito simples. Primeiro, pensamos em colorir a imagem: pintar o vestido da mulher centrada no meio da imagem, pintar o sue livro de outra cor assim como as árvores ao fundo. Contudo, decidimos apenas tentar retirar o destaque da mulher, na imagem, e dar esse destaque ao livro que ela segura. A melhor forma de o fazermos foi o de retirarmos a cor da imagem, colocando em preto e branco e manter um único elemento com cor: o livro.

A Imagem Original

O Nosso Trabalho


Por fim, na terceira imagem, decidimos imediatamente que o que dava mais peso à imagem era o fundo castanho escuro. Portanto, decidimos tornar esse fundo azul escuro mais colorido, pintando-o de azul, como se fosse de noite ou de madrugada. Relativamente à paisagem azul que se vê da porta que está na imagem, decidimos pintar essa paisagem de um tom cinzento e mais escuro. Mantivemos a cor de todos os restantes elementos. Sendo assim, quando comparamos a imagem original com o trabalho que fizemos, verificamos que a cor foi completamente alterada e que, enquanto que a primeira imagem é mais pesada, a segunda se torna mais leve e, ao mesmo tempo, mais infantil.

A Imagem Original

O Nosso Trabalho


Para este trabalho utilizámos exclusivamente o programa Photoshop CS5.

Seis - Cor

A cor é uma das principais características do mundo que nos rodeia. 
É um elemento expressivo e simbólico, de fundamental importância na linguagem visual.


No design gráfico a cor é fundamental quando bem usada torna-se um grande atractivo e proporciona muita eficácia na comunicação visual. Porém muitos profissionais e estudantes desconhecem essa importância e escolhem as cores tendo em conta apenas a estética das cores.


Contudo, as cores podem transmitir informações através de várias associações como: psicológica, fisiológica e sinestésica. Muitas dessas influências cromáticas são universais, outras estão relacionadas directamente com a história pessoal, lembranças passadas, inconsciente colectivo...

A cor não intervém somente por si própria, mas também conforme a sua “situação”. Uma cor só é chocante quando está dissociada e sem relação com as que a rodeiam. O contraste por exemplo, é um poderoso instrumento de expressão, o meio para intensificar e simplificar a comunicação. Ele dramatiza o significado através de formulações opostas. Essa força oposta desequilibra, aguça, choca, estimula, chama a atenção. O contraste é a ponte entre a definição e compreensão das ideias visuais, no sentido de tornar mais visíveis as ideias, imagens e sensações.
A relação entre a cor e o tema ajuda a construir melhor a mensagem no cérebro, por onde passa por um conjunto de associações inconscientes que podem aumentar ou diminuir o entendimento, a assimilação e as sensações e reacções dos leitores. Quanto à relação entre a ordem de leitura desejada, a cor pode ser responsável pela escolha de qual a matéria que será lida primeiro, qual a imagem que será mais bem recebida e memorizada etc.










quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cinco - Tipografia

“Tipografia é transformar um espaço vazio, num espaço que não seja mais vazio. Isto é, se você tem uma determinada informação ou texto manuscrito e precisa dar-lhe um formato impresso com uma mensagem clara que possa ser lida sem problema, isso é tipografia.”
Wolfgang Weingart

A Tipografia é conhecida como a impressão dos TIPOS e está a desaparecer com o desenvolvimento do computador. Tipologia é o estudo da formação dos tipos, esta por sua vez cresce a cada dia. Para ser mais claro, convém  explicar que o termo tipo é o desenho de uma determinada família de letras como por exemplo: Verdana, Futura, Arial, etc.


As variações dessas letras (ligth, itálico e negrito, por exemplo) de uma determinada família são as fontes desenhadas para a elaboração de um conjunto completo de caracteres que consta no alfabeto em caixa alta e caixa baixa, números, símbolos e pontuação.


Os tipos constituem a principal ferramenta de comunicação. As faces alternativas de tipos permitem que nós demos expressão ao documento, para transmitirmos instantaneamente, e não-verbalmente, a atmosfera e imagem.

Um bom design é aquele que utiliza bem as potencialidades da tipografia. Aliás, não é por acaso, que os designers de qualidade conseguem ver pelos tipos de letra utilizados se, quem fez determinado projecto, é ou não profissional.


Na era da Revolução Digital, também não é de admirar que a tipografia seja uma área bastante complexa, recorrendo a tecnologias específicas e bastante avançadas, para obter o melhor resultado em ecrã, impressoras postscript, plotters, etc.

Falar em tipografia digital é falar em criação de famílias de tipos (para serem utilizados nos computadores pessoais em diversas aplicações, por exemplo), mas também na criação de logótipos, letterings, títulos, enfim, todo um universo tipográfico que recorra ao design de tipos para fins específicos e por vezes únicos (ex: logótipo).


A seguir seguem-se uma série de exemplos de trabalhos feitos com tipografia.










Quatro - 2ª Proposta de Trabalho

Este segundo Projecto consistia em representar visualmente três poemas dos três principais heterónimos de Fernando Pessoa: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Este trabalho, sobre Tipografia, tinha de ser feito exclusivamente com a utilização de letras e palavras. Como tal, após uma leitura atenta dos poemas, desenhamos um esboço do que poderíamos fazer para cada um dos poemas.


O primeiro a ser concluído foi o trabalho de 'Alberto Caeiro', que se encontra mais abaixo. Neste trabalho, decidimos representar um campo com trigo ou milho e, no horizonte, o sol. No interior do sol, colocamos o poema a letras cinzentas que contrastam imenso com as cores do resto do trabalho e essas mesmas letras destacam-se das outras por terem inúmeras rectas. Dessa forma, representamos Alberto Caeiro pela representação da natureza que ele tanto aclama nos seus poemas e representamos a desvalorização do pensamento através da inclusão do poema numa cor triste e com a presença de rectas. O sol foi feito com uma letra C e o trigo/milho no campo com letras.



O segundo trabalho foi o de Álvaro de Campos, o heterónimo de Fernando Pessoa que proclama o mundo industrial, as máquinas, as tecnologias... dessa forma, tentamos criar uma máquina com palavras. Essa máquina teria engrenagens feitas com letras, algo que conseguimos fazer com bastante sucesso e o poema espremido por entre essas engrenagens e enrolando-se depois em redor de uma roda. Neste trabalho, decidimos ainda dar ênfase ao 'r r r r r eterno', destacando esses mesmos r's como resultado do trabalho das engrenagens. Esses r's são destacados com outras cores, como se fossem faíscas a saltaram do movimento da máquina. Segue-se o trabalho:



Por fim, fizemos o trabalho de Ricardo Reis que, para nós, foi o mais difícil de representar. Neste trabalho não sabíamos como representar a tristeza transmitida pelo poema. Contudo, conseguimos criar a silhueta de uma mulher sentada a segurar flores e a admirar o rio. Para demarcar a tristeza que impregna o poema, decidimos modificar a letra 'i' na palavra triste para lhe dar a forma de uma lágrima, dando a ideia de que o próprio poema está a chorar. Toda a imagem tem cores bastante claras e tristes, especialmente o poema, que tem uma cor suave e triste: o cinzento. A cor das flores são o único elemento vivo que se destaca no trabalho.