O primeiro a ser concluído foi o trabalho de 'Alberto Caeiro', que se encontra mais abaixo. Neste trabalho, decidimos representar um campo com trigo ou milho e, no horizonte, o sol. No interior do sol, colocamos o poema a letras cinzentas que contrastam imenso com as cores do resto do trabalho e essas mesmas letras destacam-se das outras por terem inúmeras rectas. Dessa forma, representamos Alberto Caeiro pela representação da natureza que ele tanto aclama nos seus poemas e representamos a desvalorização do pensamento através da inclusão do poema numa cor triste e com a presença de rectas. O sol foi feito com uma letra C e o trigo/milho no campo com letras.
O segundo trabalho foi o de Álvaro de Campos, o heterónimo de Fernando Pessoa que proclama o mundo industrial, as máquinas, as tecnologias... dessa forma, tentamos criar uma máquina com palavras. Essa máquina teria engrenagens feitas com letras, algo que conseguimos fazer com bastante sucesso e o poema espremido por entre essas engrenagens e enrolando-se depois em redor de uma roda. Neste trabalho, decidimos ainda dar ênfase ao 'r r r r r eterno', destacando esses mesmos r's como resultado do trabalho das engrenagens. Esses r's são destacados com outras cores, como se fossem faíscas a saltaram do movimento da máquina. Segue-se o trabalho:
Por fim, fizemos o trabalho de Ricardo Reis que, para nós, foi o mais difícil de representar. Neste trabalho não sabíamos como representar a tristeza transmitida pelo poema. Contudo, conseguimos criar a silhueta de uma mulher sentada a segurar flores e a admirar o rio. Para demarcar a tristeza que impregna o poema, decidimos modificar a letra 'i' na palavra triste para lhe dar a forma de uma lágrima, dando a ideia de que o próprio poema está a chorar. Toda a imagem tem cores bastante claras e tristes, especialmente o poema, que tem uma cor suave e triste: o cinzento. A cor das flores são o único elemento vivo que se destaca no trabalho.



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